ElosQuentes selecionado para o Nepopó!

A Cia ElosQuentes, de Viçosa, foi selecionada para apresentar a peça “O Santo e a Porca” no Festival de Teatro de São João Nepomuceno. Grupos de 11 cidades irão se apresentar entre 7 a 10 de junho de 2012.

Serão quatro categorias disputando as premiações:

03 espetáculos de Rua

04 espetáculos infantis

07 espetáculos adulto comédia

08 espetáculos adulto drama

Mais informações na página do Festival.


O que é Teatro? Parte II

Guilherme Antônio

Bom dia caros leitores, manhã ensolarada de quarta feira e eu aqui com vocês novamente!

Como havia dito na semana passada teremos a continuação e abordagem do tema: O que é Teatro?! Venho trazer para vocês algumas informações do teatro da Grécia Antiga, que para quem não sabe surgiu por volta dos anos 500 AC.

Muito bem senhoras e senhores espero que eu agrade a gregos e troianos e aqui me despeço de vocês. E não se esqueçam semana que vem temos um encontro marcado na coluna Palco aqui do Coletivo 103.

“Coletivo 103, por mais cultura em viçosa!”

 Breve Origem

O teatro na Grécia antiga teve suas origens ligadas a Dionísio, divindade da vegetação, da fertilidade e da vinha, cujos rituais tinham um caráter orgiástico. Durante as celebrações em honra ao deus, em meio a procissões e com o auxílio de fantasias e máscaras, eram entoados cantos líricos, os ditirambos, que mais tarde evoluíram para a forma de representação plenamente cênica como a que hoje conhecemos através de peças consagradas.

Seu florescimento ocorreu entre 550 A.C e 220 A.C, sendo cultivado em especial em Atenas, que neste período também conheceu seu esplendor, mas espalhou-se por toda a área de influência grega, desde a Ásia Menor até a Magna Grécia e o norte da África. Sua tradição foi depois herdada pelos romanos, que a levaram até as suas mais distantes províncias, e é uma referência fundamental na cultura do ocidente até os dias de hoje.

O Apogeu do teatro grego

Depois da queda de Atenas e sua destruição pelos persas em 481 A.C a cidade foi reconstruída, e o teatro passou a desempenhar um papel ainda mais importante na cultura e no orgulho cívico locais. Com a evolução da forma e a introdução de enredos fictícios ou contemporâneos se estabilizaram dois gêneros principais, já plenamente cênicos: a trágedia e a comedia. Nas Grandes Dionísias três poetas concorriam, cada um com três tragédias e um drama satírico. Para, além disso, apresentavam-se cinco comédias e 20 ditirambos.

As novidades desta fase são a introdução de um segundo ator, o deuteragonista, por Ésquilo, e depois um terceiro, o tritagonista, por Sófocles. O coro se formalizou e fixou com cerca de 4 a 8 pessoas, vestidas de negro, e o acompanhamento musical desenvolveu os primeiros sinais de cromatismo e polifonia na história da musica do ocidente. Crátinos, por sua vez, foi o primeiro a levar a comédia a um alto nível de dignidade literária.

Helenismo

Com a derrota de Atenas na Guerra do Peloponeso sua influência declinou, a produção teatral decaiu e peças antigas voltaram aos palcos. Embora a tradição parecesse ter perdido vitalidade, o teatro continuou a ser cultivado até o período helenístico, quando o gênero de preferência passou da tragédia para a comédia, ora transformada em uma farsa cômica sobre assuntos prosaicos. O único autor importante do período é Menandro, e a Comédia Nova, como passou a ser chamada, teve grande influência na comédia romana de Plauto e Terêncio.

Os gêneros

Tragédia: A tragédia é o gênero mais antigo, tendo surgido provavelmente em meados do século VI A.C Os temas da tragédia eram oriundos da religião ou das sagas dos heróis, sendo raras as tragédias que se debruçavam sobre assuntos da época (um exemplo de passada que abordava temas contemporâneos foi Os Persas de Ésquilo). A maioria das tragédias retrata a queda de um herói, muitas vezes atribuída à sua arrogância (hybris).

Comédia: A comédia passou a integrar as Grandes Dionísias em 488 A.C, tendo tido portanto um reconhecimento meio século depois da tragédia. No ano de 440 A.C a comédia foi também introduzida nas Leneias, outro festival em honra Dioniso no inverno. Na comédia o coro assumia uma importância maior que na tragédia e verificava-se uma maior interatividade com o público, já que os atores dialogavam com este.

Da Comédia Antiga apenas sobreviveram os trabalhos de Aristófanes, que se inspiram na vida de Atenas e que se caracterizam pela crítica aos governantes (Os Cavaleiros, Os Acamenses), à educação dos sofistas (As Nuvens) e à guerra (Lisístrata). Um dos políticos mais criticados por Aristófanes foi Cléon, que teria levado Aristófanes aos tribunais por se sentir ofendido.

A Comédia Nova desenvolveu-se a partir da morte de Alexandre Magno em 323 A.C até 260 A.C. Teve em Menandro um de seus representantes. A política já não era um dos temas explorados, preferindo-se enredos que giravam em torno de identidades falsas, intrigas familiares e amorosas.

ORIGEM: Wikipia.org

 


O que é teatro

Guilherme Antônio

Olá, caros leitores do Coletivo 103. Sou Guilherme Antônio e a partir de hoje teremos um encontro marcado todas as quartas feiras aqui no blog do Coletivo com a coluna “Palco”. Serão abordados temas envolvendo teatro, musica, dança, eventos em geral e curiosidades a respeito destes temas. E para começar com o pé direito vamos hoje falar um pouco sobre o teatro.

Abaixo apresento a vocês o conceito pré-definido de o que é teatro e as origens da arte teatral.

Bom! Espero que gostem e nos vemos na semana quem vem com a continuação onde irei falar um pouquinho a respeito da Grécia Antiga e o teatro por lá, não deixem de acessar.

Conceito: O que é Teatro?!

Teatro do grego théatron (θέατρον) é uma forma de arte em que um ator ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades para o público em um determinado lugar. Fazer teatro sempre foi uma atividade de caráter religioso, isto é, ligado ao culto das divindades que cada povo possuía. O objetivo era exaltar a glória e o poder das divindades. Com o auxílio de dramaturgos ou de situações improvisadas, de diretores e técnicos, o espetáculo tem como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público.

 Origens da arte teatral

Existem várias teorias sobre a origem do teatro. Segundo Brockett, nenhuma delas pode ser comprovada, pois existem poucas evidencias e mais especulações. Antropologistas ao final do século XIX e no início do XX elaboraram a hipótese de que este teria surgido a partir dos rituais primitivos (History of Theatre. Allyn e Bacon 1995 pg. 1). Outra hipótese seria o surgimento a partir da contação de histórias, ou se desenvolvido a partir de danças, jogos, imitações. Os rituais na história da humanidade começam por volta de 80.000 anos AC.

O primeiro evento com diálogos registrado foi uma apresentação anual de peças sagradas no Antigo Egito do mito de Osíris e Ísis, por volta de 2500 AC (Staton e Banham 1996 pg. 241), que conta a história da morte e ressurreição de Osíris e a coroação de Horus (Brockett, pg. 9). A palavra ‘teatro’ e o conceito de teatro, como algo independente da religião, só surgiram na Grécia de Pisístrato (560-510AC), tirano ateniense que estabeleceu uma dinâmica de produção para a tragédia e que possibilitou o desenvolvimento das especificidades dessa modalidade. As representações mais conhecidas e a primeira teorização sobre teatro vieram dos antigos gregos, sendo a primeira obra escrita de que se tem notícia, a poética de Aristóteles.

Aristóteles afirma que a tragédia surgiu de improvisações feitas pelos chefes dos ditirambos, um hino cantado e dançado em honra à Dionísio, o deus grego da fertilidade e do vinho. O ditirambo, como descreve Brockett, provavelmente consistia de uma história improvisada cantada pelo líder do coro e um refrão tradicional, cantado pelo coro. Este foi transformado em uma “composição literária” por Arion (625-585AC), o primeiro a registrar por escrito ditirambos e dar a eles títulos.

As formas teatrais orientais foram registradas por volta do ano 1000 AC, com o drama sânscrito do antigo teatro Indu. O que poderíamos considerar como ‘teatro chinês’ também data da mesma época, enquanto as formas teatrais japonesas Kabuki, Nô e Kyogen têm registros apenas no século XVII DC.