O Coletivo 103 no IV Congresso Fora do Eixo

Por Vívian Andaki

Primeiro Encontro da Regional Minas - Parque do Ibirapuera

Partimos de Viçosa no dia 11 à noite. Foram longas 10 horas de viagem até São Paulo. Chegando lá não tivemos tempo para descansar, pois a abertura oficial do congresso iria acontecer no Auditório Ibirapuera. Chegando ao parque, a surpresa já foi grande. Para muitos de nós esse era o primeiro contato com toda a atmosfera do Fora do Eixo – FdE. Não era uma conversa com um agente FdE e sim o encontro de agentes de todo o Brasil, e também de outros países da América Latina.

O clima era bom, o sol brilhava. Logo estavam todos reunidos pelos gramados do parque. Rodas de conversa brotavam em todos os lugares, eram reuniões das regionais, de frentes como palco, música, artes visuais. Havia espaço para todos, até mesmo para aqueles que estavam participando para descobrir o que é o Fora do Eixo.

Nós, que somos um Coletivo com menos de um ano de duração, já éramos vistos como experientes para uma galera que ainda não sabia como começar. Infelizmente não há “receita de bolo” para uma ação como esta dar certo, mas temos certeza que ter força de vontade já é um ótimo início.

Discussão com Ale Youssef, Daniel Ganjaman e Cláudio Prado

Nos demais dias, as atividades foram realizadas no Paço das Artes, na Universidade São Paulo. Foi um congresso diferente de tudo que nós conhecíamos. O formato de não-grade dava liberdade para a inclusão de assuntos importantes a qualquer momento. A organização era totalmente aberta a sugestões. Bastava circular pelas rodas e se deparar com discussões sobre Música, Teatro, Dança, Letras, Cinema, Sustentabilidade, Economia Solidária, Partido da Cultura, Selo Colaborativo, Liberdade de Imprensa, entre outros. Também foi realizado o Seminário da Música Brasileira durante três dias.

Durante o Congresso o grande problema era: o que priorizar? Eram tantas discussões interessantes ao mesmo tempo que ficava difícil escolher. O jeito era aproveitar o melhor possível, circular, trocar idéias. Quem dera poder ser desdobrar e participar de tudo!

Esses oito dias em São Paulo fizeram com que nós do 103 amadurecêssemos várias ideias, as quais já estão sendo detalhadas em nosso planejamento 2012. Pudemos ter um contato profundo com os valores do Fora do Eixo e ficou mais claro que o circuito é muito mais que uma plataforma de circulação de cultura. É aprendizado, é amadurecimento é trabalho coletivo em prol de tudo aquilo que a gente acredita!

Intervenção no Paço das Artes

P.S.: Também rolou um curso Básico de Aproveitamento de Água de Chuva e Montagem de uma Minicisterna, realizado na Casa Fora do Eixo São Paulo, resultado da parceria do Nós Ambiente e o  Sempre Sustentável.


I Noite Fora do Eixo Viçosa

A expectativa pra saber qual seria a reação do público de pouco mais de cem pessoas da I Noite Fora do Eixo Viçosa era grande! Não era para menos, afinal, todo evento novo gera um friozinho na barriga da organização. Mas, passada a primeira hora de inquietação, a ansiedade cedeu espaço para sensação de dever cumprido. Quem esteve presente no Galpão, pôde conhecer o som da Banda Zazu (Betim-MG), Trem Mineiro (Viçosa-MG) e Vandaluz (Patos de Minas-MG). Embora a maior parte das pessoas desconhecesse o trabalho das bandas convidadas, bastou pouco tempo pra que todos arriscassem acompanhar as letras das músicas, demonstrando bastante empolgação! A I Noite Fora do Eixo Viçosa integrou a programação oficial da Nico Lopes 2011 e contou com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Viçosa (UFV). No ano que vem tem mais!

Banda Zazu

Foto: Cibelih Hespanhol

Trem Mineiro

Foto: Cibelih Hespanhol

Foto: Cibelih Hespanhol

Vandaluz

Foto: Cibelih Hespanhol

Foto: Cibelih Hespanhol